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domingo, 6 de junho de 2010

Busca de solidão.

Sou, de certa forma, alguém no mundo pedindo socorro do próprio mundo. Sou arma de fogo e vivo soltando chuva. Sou o vento que passa e ninguém vê. Sou o teu bem e o teu mal, sem sal. Posso ser doce e paradoxal. Posso ser tímida nas horas de fraqueza e extrovertida quando me dão frieza. Sou metade de mim porque a outra, a outra vive a procura. Às vezes sou caso perdido, mas também achado. Posso ser incolor como também não posso ser. Posso ser sua amiga, posso ser sua amante e seu amor. Depende também de como eu queira. Posso te encontrar ontem e não sentir saudades, posso te encontrar amanhã e hoje já morrer de saudades. Posso te encontrar em sonhos e ficar acordada. Posso não saber quem eu sou e as vezes acho que nunca saberei. Posso usar palavras sem saber seus signifcados e posso ser tão útil como elas. Posso ser 7 ou 90, música ou silêncio. Eu sou silêncio em busca de solidão.

5 comentários:

João Alexandre disse...

Tudo muito lindo, vc est[a de parabéns.
É o tipo de texto com o qual me identifico.

Karlinha Ferreira disse...

Perfeito!
Simplesmente... Perfeito!

Jéssica V. Amâncio disse...

Que lindo!
Me senti lendo Clarice e ouvindo Chico.

Airton dos M@res disse...

As buscas constantes da satisfação pessoal provocam no ser humano uma contradição incomensurável

Lari Albuquerque disse...

Lindo.. Lindo! Amei teu blog! me identifiquei muito, de verdade. Obrigada pela visinta, volte sempre! Bjs

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