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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Suspiro macabro!
Me corta as viceras
Não sei mais respirar
Tropeço, sem saber voltar ao início
Meu vício gira
Assombro-me! O que será de mim , meu amado?

Se só reparo lágrimas de amor ferido
E estas, há de gritarem em silêncio

Minhas últimas cinzas
Faço meu último pedido:
seja meu túmulo amigo de mais uma quimera

Sem pensar no que passou ou no que virá
Será este o nosso segredo!

E se esperas na morte
De uma sorte terna
É sorte de azar, que preenche-me toda em vazios
Porque de ti, mora um pouco de mim.

Moram meus desafios
Prontos há me endoidar

Como um cala-frio, tudo se finda


Katarina Neponucemo e Monique Targino

terça-feira, 1 de setembro de 2009

E agora?
Que parece que o peito de paixão aumenta, porque já não da mais conta no coração.
E agora?
Que te ver já não é como antes? Coração descontrola e sem impulso de fato já não consigo mais agir...
Escondia-me entre palavras e hoje deixo exposto entre versos: Há de me amar algum dia como eu te amo? Ou pra sempre continuarei amando? Sozinha...

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Relógio não para
Nesse vento forte
Jogo minhas canções
Canções que eu fiz pra você

Na chuva, eu saí
Água não macha pele
E pele vem outra


Pois adoro-te sozinha
dois corpos longes

querer-te pra mim?
ganho um prêmio:
brindo a solidão
e sem motivo nenhum
dedico a nós duas.

Monique
o beijo que não roubei
da saudade que eu não pude sentir
solidão a dois
de mão dadas a mim
sem soltar um segundo.

Monique Targino
a garganta da o nó
o vento forte ajuda o cabelo bater no rosto
o fio de cabelo encosta no olhar
no olhar que ajuda a lágrima desçer

antes fosse uma lágrima de felicidade
mas por que eu não posso ser feliz como eu quero?

busco, sigo
direções pra mim, corretas
mas existem poços
existem olhos
olhos gordos...

domingo, 16 de agosto de 2009

nuvens tortas

pés entre agulhas
coração e laços semelhantes
um nó enorme.


piso raso, caiu fundo
espero sentada,
durmo abraçada
com a solidão.

caminhos que me levam
tempo volta
as nuvens ainda tortas...

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Perco os sentidos!
A poesia e o poema.

A sua imagem acontece
E os sonhos adentro
Me levam a você
E você, de uma forma em mim

O encaixe perfeito
A ousadia sintonizada
Os defeitos misturados
Achados em duas pessoas
Que parecem apenas só uma!